Vítima de violência teme que preconceito aumente por causa da ‘cura gay’

A decisão do juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, que concedeu uma liminar abrindo a possibilidade de que psicólogos de todo o país ofereçam e pesquisem sobre a terapia de reversão sexual, conhecida como “cura gay”, abriu várias frentes de discussão sobre o caso, inclusive em Caxias do Sul.

No domingo, dia 24, cerca de cem pessoas participaram de uma manifestação que teve a intenção de chamar a atenção dos caxienses para esse tema. O protesto percorreu as principais ruas da cidade e terminou com um “beijaço” no Parque dos Macaquinhos, local onde teve início da caminhada.

Paim convive com o preconceito desde que assumiu a homossexualidade

Em relação à chamada “cura gay”, o jovem Leonardo Paim, de 19 anos, morador do bairro Kayser, que se assumiu homossexual há pouco mais de um ano e não concorda com a decisão judicial, acredita que poderá ampliar o preconceito.

“É um absurdo. Um retrocesso total, isso não existe eu não sou doente, nós não somos doentes. Essa decisão nos deixou com mais medo ainda. Já não é fácil ser assim por causa do preconceito, e ainda mais agora com alguém achando que somos doentes”, desabafa.

Novo ato deve acontecer no próximo domingo em Caxias

Para Paim, apesar do caso dar mais espaço para a discussão sobre a homossexualidade, ele entende que isso pode referendar a visão de quem já é preconceituoso. “Quem estava mudando de opinião ou tendo uma noção de quem nós somos, agora pode reverter tudo novamente. Eles não vão entender que nenhum tratamento vai me fazer virar heterossexual”, analisa.


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