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Após chuvas, citricultores contabilizam prejuízos no Vale do Caí

June 27, 2017

As precipitações que marcaram o mês de junho ainda causam reflexos na agricultura da região. Conforme o assistente técnico regional de Sistema de Produção Vegetal do escritório regional de Lajeado da Emater-RS/Ascar Derli Paulo Bonine, o excesso de chuvas, além de dificultar a colheita, causa rachadura na casca das frutas. A grande umidade no solo também causa reação fisiológica nas plantas, resultando em queda de frutas.

De acordo com Bonine, no Vale do Caí, a queda foi mais intensa nas frutas maduras e prontas para a colheita, como as bergamotas Caí e Ponkan e as laranjas Céu Precoce, Umbigo Bahia, Seleta e Shamouti. A estimativa é que as perdas nos pomares de citros na região tenham chegado a 20%.

Produtor de citros na localidade de Bananal, interior de Pareci Novo, Pedro Jorge Hoerlle, 42 anos, estima que perdeu até 80% da sua produção de bergamota Ponkan. “No início, achei que seria de 10% a 15%, mas agora tem fruta graúda só esperando para cair”, lamenta. Conforme o citricultor, que é secretário da Associação Bom Citros, as precipitações começaram no início da colheita. Ele recorda que um pouco de chuva seria bem vinda naquela época, pela necessidade de a casca se soltar e o fruto criar cor e crescer. “Aconteceu que, com a chuva em excesso, a fruta criou cor, cresceu e caiu. Não deu tempo de colher”, detalha.

Para exemplificar a situação, o citricultor sacode um galho de uma bergamoteira, fazendo com que dezenas de frutos caiam no chão. Conforme Hoerlle, que também tem pomares das variedades Montenegrina e Murcote, a colheita da Ponkan segue sendo feita, mas de forma cautelosa, para garantir que frutos estragados não sejam postos nas caixas. Isto também deixa o trabalho mais lento.

O produtor destaca que há 23 anos trabalha com a variedade Ponkan e nunca antes havia tido tamanha perda. “Outras vezes perdia algo, mas acontecia quando já tinha colhido quase tudo. Agora o mau tempo veio antes de a fruta estar pronta”, analisa. Ele recorda que a última quebra na produção foi em 2015, quando a pinta preta atingiu pomares da bergamota Montenegrina. “O prejuízo na citricultura tu não reverte. Uma nova safra é um novo investimento. Duma fruta que caiu o prejuízo é total”, salienta.

 

 

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