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Cinco anos depois, acusado de atropelar e matar advogada vai a júri popular em Bento Gonçalves

June 26, 2017

Depois de cinco anos e cinco meses do atropelamento que matou a advogada Eliana Nunes Boniatti no dia 11 de fevereiro de 2012 em Bento Gonçalves, Robson Poloni de Oliveira, de 26 anos, irá a júri popular no dia 14 de julho. Ele vai responder por homicídio doloso como o principal suspeito do atropelamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Oliveira assumiu o risco de produzir o resultado e impossibilitou a defesa da vítima, o que caracteriza o dolo eventual, e por isso será julgado por júri popular. A defesa tentou descaracterizar o crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e conseguiu uma série de adiamentos, mas a tese restou derrotada.

O recurso da defesa havia sido julgado improcedente pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), no ano passado, mantendo a decisão da justiça de Bento Gonçalves, por dois votos a um.

O acusado se apresentou à Polícia Civil 17 dias depois do acidente e negou que estivesse dirigindo o veículo. Ele chegou a ser preso no Presídio Estadual de Bento Gonçalves, onde permaneceu recolhido até o dia 10 de abril, quando um habeas corpus o colocou em liberdade, condição na qual ele aguarda o julgamento. Em juízo, Oliveira afirmou que estava em casa no horário do acidente, e disse que não sabia quem dirigia o veículo. Depois, contrariando a própria versão, disse que não revelaria quem seria o motorista no momento do acidente e contou que ficou sabendo sobre o acidente somente depois que o carro havia sido devolvido.

Oliveira será julgado por homicídio com dolo eventual qualificado, já que ele assumiu o risco de produzir o resultado e impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, ele responde por lesão corporal grave, lesão corporal leve, afastamento do local do atropelamento e omissão de socorro. O julgamento está marcado para iniciar às 9h do dia 14 de julho, no Salão Toscana do hotel Dall’Onder Vittoria, em Bento Gonçalves.

 

Relembre o caso

O atropelamento ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2012, quando um grupo de cinco amigos atravessava a rua Herny Hugo Dreher, no bairro Planalto. Três deles acabaram atropelados por um Golf que, após a colisão, fugiu em alta velocidade. Câmeras de videomonitoramento flagraram o deslocamento do veículo. Eliana Nunes Boniatti, então com 58 anos, foi arremessada a mais de 15 metros de distância e, apesar de ter sido socorrida e conduzida ao Hospital Tacchini, não resistiu aos ferimentos e faleceu. As outras duas vítimas sobreviveram.

Eliana foi advogada por 27 anos, trabalhou na Defensoria Pública e como procuradora de empresas privadas e de alguns municípios da Serra, além de exercer a advocacia em um escritório particular.

 

 

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