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Adiada decisão sobre instalação de pedágio na Tabaí/Canoas

April 11, 2017

A decisão final se a BR 386 seria ou não concedida à iniciativa privada, com a instalação de praças de pedágio, seria tomada na última sexta-feira, 31 de março. Entretanto, devido à pressão de lideranças e comunidades, principalmente do Vale do Taquari, durante as audiências públicas, a definição foi adiada por mais três semanas. Neste período um grupo de trabalho vai discutir alternativas à proposta de concessão.

Em razão da mobilização contra o modelo proposto de pedágio, há forte possibilidade de o projeto de concessão não sair do papel. Conforme o deputado federal Jerônimo Goergen (PP), que esteve reunido com o diretor-geral da Agência nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, e o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi informado que o órgão poderá desistir do processo por considerar que há uma grande contrariedade na sociedade gaúcha por conta do alto custo das tarifas. No pedágio de Montenegro, perto da divisa com Nova Santa Rita, a tarifa seria de 7 reais na ida e mais R$ 7 na volta. Em outras três praças da BR 386 o valor seria ainda mais elevado, fazendo com que num treco de 200 quilômetros o custo chegasse a cerca de 70 reais.

Formado por representantes dos conselhos regionais de desenvolvimento, ANTT, Ministério dos Transportes e da Secretaria Estadual dos Transportes, o grupo de trabalho teve a sua primeira reunião já na última quinta-feira, em Porto Alegre. E logo na abertura, assim como fez na audiência pública em Montenegro, o secretário de transportes do Estado, Pedro Westphalen defendeu a concessão das rodovias federais, entendendo que não existe outra alternativa para fazer melhorias. “Não se consegue mais andar na BR 386. E se não fizer a concessão nessa estrada não se faz nada então”, declarou, considerando que é uma emergência. Já o consultor técnico do Sindicato das empresas de transporte de cargas e logística do Estado, João Pierotto, salientou que a posição do sindicato sempre foi favorável às concessões, desde que tenham tarifas justas que não onerem mais os custos de produção e transporte. O gerente de rodovias do Ministério dos Transportes, Marcelo Fonseca, que apresentou o projeto em Montenegro, admitiu que pode ser construída uma proposta melhor, com tarifas mais adequadas e antecipando a execução de obras.
 

 

 

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