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Trupe Cenica - Espelho de Salvador do Sul

April 6, 2017

A Trupe Cênica expressou artisticamente por seis anos a identidade de Salvador do Sul através de uma trilogia campestre, encerrada pelo premiado espetáculo Bernardo e Mariana

De longe, uma estrutura de madeira, com um palco no centro, ladeada por escadas, já chama a atenção. Ao se aproximar, oito jovens circundam o cenário, numa sintonia a olhos vistos. Pudera, a maioria deles convive há anos, sendo eles mesmos ou interpretando diferentes personagens. Trata-se da Trupe Cênica, da Oficina Municipal de Artes de Salvador do Sul, que há seis anos trabalham arduamente na divulgação da arte e cultura do município.

Lucas, Bárbara, Camilla, Péter, Ana Júlia, Luiza, Sandy e Lucas. Essa trupe que tem idades entre 13 e 22 anos é responsável por levar o nome de Salvador do Sul a várias regiões do Estado através da peça Bernardo e Mariana, cujo enredo conta a história dos apaixonados que intitulam a peça, sob a temática do famoso romance Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Mas ao invés de Capuletos e Montechcchios, as famílias em questão são a Specht e Rauber. “Nos inspiramos em histórias de Salvador do Sul, como dos salões de bailes Rauber e Specht. Nosso trabalho incluiu muita pesquisa, com ajuda da professora Eunice Rauber, além de entrevistas com munícipes”, explicou o professor de artes cênicas, Marcos Cardoso.

Além do resgate histórico cultural, a peça conta com elementos que identificam a representação germânica forte no município. São objetos que compõem o cenário, músicas tradicionais como a bandinha, detalhes que geram identificação imediata do povo com a apresentação. “Muito da história de um município se perde, quando nossos idosos se vão e levam essa informação com eles. Por isso resolvemos fazer uma trilogia campestre, que se encerra com Bernardo e Mariana”, explica Cardoso.

O grupo que hoje se intitula Trupe Cênica antes era o Deixa Quieto. Na época, por um acaso, resolveram criar um grupo com alguns atores que já tinham mais experiência. Da formação inicial atuam ainda Lucas e Luiza, em função da alta rotatividade que o grupo tinha. Mas após a criação dessa formação e o desenvolvimento do projeto, já são três peças de sucesso: Moda de Viola, Moça Bonita da Linha do Trem e fechando com chave de ouro, Bernardo e Mariana, campeã de festivais em Arroio dos Ratos e Osório. “Agora vamos pensar em algo mais contemporâneo”, adianta o professor.

O entrosamento do grupo, como mencionado no início deste texto, é visível. Eles são como uma engrenagem, como pontuou o professor, e que na falta de um deles o ritmo se quebra. E sendo que estão na idade em que os compromissos aumentam, como o primeiro emprego, a escola, início do curso superior, estar todo sábado no Ginásio Poliesportivo, cedinho, para ensaiar é comprovadamente paixão pelo que se faz. “Somos uma família e por ela abdicamos de lazer, sono. Teatro exige tempo e dedicação”, conta Bárbara Spohr, de 18 anos, moradora de São José do Sul. Aliás, ela e Péter Natan Alf, também 18, têm ainda o deslocamento como percalço. “Mas o grupo é nossa motivação. Gostamos muito de estar aqui”, acrescentou Péter.

O amor é tão grande que eles tiram do próprio bolso os recursos para bancar cenário e figurino. “Contribuímos inclusive financeiramente”, pontuou Lucas Peiter, 19 anos. Mas o esforço valeu a pena, pois como lembrou o professor Marcos, o investimento proporcionou um salto qualitativo, com melhor cenário, trilha sonora e figurinos. “Foi uma escolha nossa pagar por isso, queríamos dar um salto. E agora vimos como valeu a pena com o reconhecimento que estamos tendo”, disse ele. Conforme os atores, muitos os enxergam na rua hoje e parabenizam pela qualidade da peça e os prêmios recebidos. “Sentimos que estamos contribuindo inclusive com nosso meio, com a exaltação da cultura, e isso não tem preço”, afirmou o professor.

Para 2017 a agenda da Trupe Cênica já conta com exibições em Harmonia, Montenegro e durante a 12ª Festur, que ocorre em Salvador do Sul em novembro. Além disso, estarão em alguns festivais, com cidades a confirmar. Já os oito integrantes, mesmo com a vida começando e muitas conquistas pela frente, de uma coisa não abrem mão: a exaltação da arte. E a melhor parte é que muitos deles já trilham carreira nas artes cênicas, visuais, dança e música. “A união que temos, a paixão que sentimos e a sensação de estar em cena, são características únicas. É bom demais estar aqui”, resumiu Ana Júlia.

A Trupe Cênica é uma atividade desenvolvida na Oficina Municipal de Artes, através da Secretaria Municipal da Cultura, Turismo, Despor e Lazer. Há mais grupos de teatro em diferentes faixas etárias. Ainda, a OMA oferece dezenas de atividades culturais gratuitas aos salvadorenses. Informações pelo telefone 51 36381147.

 

 

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