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ACI não concorda com novos pedágios na BR-386

March 10, 2017

Empresas e pessoas físicas não suportam mais o peso da carga tributária brasileira. É com este argumento que a Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Montenegro e Pareci Novo discorda da proposta da União em conceder ao setor privado estradas federais no Rio Grande do Sul, num pacote que abrange quatro pedágios na BR-386, um deles em Montenegro, entre outras medidas. A conservação e a duplicação da Estrada da Produção são necessárias hoje, afirma o presidente da ACI, Waldir João Kleber, mas essas obras deveriam ser custeadas por tributos, taxas e outras receitas que o governo recolhe da população. “Entendemos que há uma sobrecarga em cima da sociedade, portanto a solução mais adequada não é colocar novos pedágios além dos já existentes”, opina.

Kleber fala em nome de toda a diretoria, que se reuniu esta semana para deliberar sobre a assunto. A posição da entidade consta em uma carta que será encaminhada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) — a possibilidade de opinar acerca do programa de concessões é aberta a todos os brasileiros — e, além disso, será apresentada na audiência pública que vai ocorrer na Univates, em Lajeado, no próximo dia 16, a partir das 14h.

“O vereador Cristiano Braatz nos procurou e se colocou à disposição para nos representar na reunião”, explica. Além disso, a vice-presidente de Qualidade e Inovação, Ana Maria Hoffmann, vai participar do encontro em Lajeado.

Segundo o presidente, a diretoria entende que a situação dos cofres públicos, seja da União, seja do Estado, é desfavorável para realizar grandes obras. Ao mesmo tempo, a malha rodoviária não pode ficar abandonada, porque os custos logísticos já são muito pesados. Neste contexto, a ACI afirma que, se não houver outra saída, o debate sobre a concessão das BRs deve prosseguir, mas de forma transparente, principalmente com relação aos investimentos previstos para as rodovias e aos montantes a serem arrecadados nas praças de pedágio. “Defendemos que seja feito um estudo técnico quanto aos valores das tarifas previstos no edital para saber se eles são adequados ou não. Não está claro quanto é a estimativa de arrecadação e quanto se prevê investir em obras”, declara.

 

 

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