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BM detém líder de falsa empresa de segurança

March 9, 2017

Um homem de 40 anos foi detido no começo da tarde de ontem pela Brigada Militar na rua Buarque de Macedo, nas proximidades na ERS-240, depois de ser caçado por quase 24 horas por policiais militares da região. Isso porque o acusado, juntamente com mais três comparsas, fez pelo menos 500 vítimas nas últimas três semanas se apresentando como um dos líderes da empresa JP Segurança.

De acordo com o capitão Oscar Bessi, a Brigada Militar começou a receber denúncias de moradores de Montenegro, Brochier e Triunfo que se sentiram intimidados em função de uma postura estranha da JP ao oferecer os serviços para diferentes segmentos da área comercial, como, por exemplo, agropecuárias, postos de gasolina e serrarias. O oficial diz que, das 500 vítimas, muitas delas acabaram pagando pelo serviço, que variava de R$ 30,00 a 100,00, mesmo que não tivesse interesse, mas em função do temor de sofrerem represálias.

O líder da falsa empresa ainda ludibriava os moradores dando nomes de PMs conhecidos da cidade como forma de ganhar a confiança dos clientes. A audácia era tanta que eles usavam carros e motos, inclusive com giroflex, além de colocarem na casa de clientes a placa com o nome da empresa e os telefones de contato.

Mais que cobrar uma mensalidade, a empresa garantia ter poder de abordar, revistar e até mesmo atirar em que não parasse o veículo. “Na verdade, eles cobravam por uma segurança, mas não faziam o serviço”, resume o capitão.

Desde a última semana, a Brigada estava tentando encontrar os responsáveis pela empresa, o que passou a ser uma prioridade na terça-feira, quando foi obtido o nome do líder do esquema fraudulento, mobilizando todas as viaturas de serviço na região. Ontem à tarde, o homem, que tem antecedentes por tráfico de drogas e furto, em duas oportunidades, foi detido.

Para o oficial, o modo de agir dos homens ligados a esta falsa empresa de segurança tem característica de uma “atividade miliciana”, fazendo uso do nome da BM para obter recursos de forma criminosa. O temor dele é que ocorra no Vale do Caí o mesmo que acontece na região metropolitana, em que proliferam grupos criminosos que se alimentam do próprio crime, ou seja, praticam alguns delitos para forçar que a população contrate os serviços ofertados por eles mesmos.

“As empresas de segurança precisam da insegurança para lucrar”, completa o capitão. Para ele, a falsa empresa é uma força organizada ao lado do crime, que usava a confiança da população para praticar delitos futuros, já que eles chegaram a ficar com chaves de imóveis residenciais e até de empresas. Sem contar que, através da segurança, poderiam observar a rotina diária dos clientes, aumentando os riscos de novos delitos.

 

 

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