Marcelo Odebrecht diz que 80% das doações à chapa Dilma-Temer eram de caixa 2

O ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, que 80% dos recursos destinados pela empresa para a campanha presidencial da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014 tiveram como origem o caixa dois. Ele foi ouvido dentro da ação que investiga se houve abuso de poder político e econômico na disputa. A ação no TSE pode gerar a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade dele e de Dilma. Segundo o executivo, as tratativas no que dizia respeito ao peemedebista eram feitas pelo atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Odebrecht afirmou que a petista tinha dimensão da contribuição e dos pagamentos, também feitos por meio de caixa dois, ao então marqueteiro do PT, João Santana. A maior parte dos recursos destinados ao marqueteiro era feita em espécie. O valor acertado para a campanha presidencial da chapa reeleita foi de R$ 150 milhões.

O executivo confirmou ter se encontrado com o presidente Michel Temer durante tratativas para a campanha eleitoral de 2014, mas negou ter acertado com o peemedebista um valor para a doação. Ele informou que não houve um pedido direto pelo então vice-presidente da República para a doação de R$ 10 milhões ao PMDB.

De acordo com o empresário, as tratativas para a doação foram feitas entre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o executivo Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Marcelo Odebrecht contou ainda que os executivos da empresa tinham relação com os Estados, enquanto Melo atuava dentro do Senado em contato com o atual presidente do partido, Romero Jucá. Na Câmara, o contato era com Padilha - mas também mencionou o nome do deputado cassado Eduardo Cunha.


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